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A adaptação climática passou a ocupar posição central nas decisões globais. Na COP30, realizada em Belém, foi aprovado um conjunto de 59 indicadores globais voluntários, estabelecendo diretrizes para mensurar o avanço dos países no enfrentamento aos impactos do clima. 

Trata-se de um marco para orientar políticas públicas, projetos locais e os Planos de Adaptação Climática (PACs), que precisam agora refletir esse novo referencial técnico.

Neste blog, você vai ver o que são esses indicadores, como eles impactam os municípios brasileiros e de que forma o Grupo MYR pode apoiar na modelagem e atualização dos PACs com base nas novas diretrizes da COP30.

Acompanhe!

Adaptação climática: o que são os 59 indicadores globais de adaptação?

Aprovados como parte da Meta Global de Adaptação (GGA), os 59 indicadores globais voluntários representam um avanço técnico e político na agenda climática internacional. 

Eles foram concebidos para medir o progresso real dos países em ações de adaptação, com foco em tornar os territórios mais resilientes frente aos impactos das mudanças do clima.

Esses indicadores abrangem dimensões sociais, ambientais, econômicas e territoriais, com critérios quantitativos e qualitativos. Entre os principais temas estão: água, saúde, infraestrutura, agricultura, pobreza e cultura — setores diretamente impactados pelos eventos extremos e prioritários para políticas de adaptação.

Apesar de não serem legalmente obrigatórios, esses indicadores representam um referencial técnico robusto, capaz de guiar governos, organizações e empresas na construção de soluções concretas frente aos riscos climáticos. Além disso, sinalizam uma rota de ação que influenciará financiamentos e políticas nos próximos anos.

A decisão também estabelece diretrizes para uso prático dos indicadores e prevê que sua operação será detalhada ao longo dos próximos dois anos, com aprimoramentos técnicos contínuos.

Outro ponto de destaque foi o compromisso global de triplicar os recursos destinados à adaptação até 2035, com ênfase na responsabilidade dos países desenvolvidos em apoiar financeiramente as nações em desenvolvimento, que são mais vulneráveis aos efeitos climáticos e respondem por uma parcela significativamente menor das emissões globais de GEE.

O Brasil está preparado?

Não, mas no caminho!. Segundo relatório da Transparência Internacional Brasil, apenas 13% das maiores cidades brasileiras possuem Plano de Adaptação Climática estruturado e divulgado. Isso mostra uma grave lacuna institucional diante de um cenário em que os eventos extremos se intensificam, como enchentes, secas e deslizamentos.

“A ausência de planos implica fragilidade institucional, maior exposição da população a riscos e dificuldade de acessar recursos climáticos”, alerta o relatório. Leia a reportagem completa em O Globo.

Vale ressaltar que o Plano de Adaptação Climática é uma exigência legal no Brasil, após a sanção da Lei 14.904/24. A nova legislação visa reduzir a vulnerabilidade do país e a exposição aos riscos dos sistemas ambiental, social, econômico e de infraestrutura diante dos efeitos adversos das mudanças do clima. 

Saiba mais: Plano de Adaptação Climática é Lei: Conheça as soluções do Grupo MYR nesta área

O que muda na prática para municípios e projetos?

A partir de 2026, será essencial que municípios e empreendedores:

  • Atualizem seus PACs com base nos novos indicadores; 
  • Estruturem mecanismos de governança climática multinível;
  • Identifiquem vulnerabilidades e definam prioridades por setor;
  • Busquem apoio técnico para acesso a fundos climáticos.

A ausência de planos ou de indicadores torna mais difícil obter recursos e implementar ações eficazes, o que compromete a resiliência dos territórios frente a eventos climáticos extremos.

Como o Grupo MYR pode apoiar na modelagem de Planos de Adaptação Climática

Você sabia que o Grupo MYR trabalha de forma ativa na modelagem de Planos de Adaptação Climática

Com uma abordagem estratégica e inovadora, a empresa oferece soluções completas para enfrentar os desafios impostos pela mudança do clima, promovendo a sustentabilidade e a resiliência das cidades. 

Entre os principais diferenciais do Grupo MYR estão:

  • Adoção de uma abordagem integrada capaz de articular os sistemas ambiental, social, econômico e de infraestrutura sob uma mesma lógica de resiliência;
  • Promoção de processos participativos e transparentes, envolvendo ativamente comunidades locais e agentes públicos e privados na construção coletiva das soluções; 
  • Mapeamento e viabilização de fontes de financiamento voltadas à elaboração e implementação dos PACs; 
  • Aplicação de instrumentos econômicos, financeiros e socioambientais que tornam as estratégias de adaptação mais robustas e exequíveis.

Além disso, também estamos ativamente envolvidos no projeto “Cidade Presente – Desenvolvimento Urbano Sustentável (DUS)”, que promove o desenvolvimento urbano integrado, inclusivo e resiliente ao clima em cidades brasileiras.

Saiba mais: Desenvolvimento Urbano Sustentável (DUS) em cidades brasileiras: Projeto ‘Cidade Presente’ conta com participação do Grupo Myr!

Planejamento inteligente para um futuro resiliente

A COP30 deixou claro: adaptar é urgente, planejar é essencial. Os novos indicadores são um convite à ação concreta. Não basta reconhecer o risco. É preciso estruturar respostas.

Sua cidade está pronta para enfrentar os impactos das mudanças climáticas? Com a expertise do Grupo MYR, é possível transformar planos em ação e construir territórios mais resilientes. Entre em contato e descubra como podemos apoiar sua jornada de adaptação climática!

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